quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Queixas Intimas

Perfeita em seu compasso,
Desfaço-me nesta valsa longínqua
Nesta louca procedência ritmada,
Violinos neste céu de marfim.

Perfeita no seu valsar prosaico,
Risos diante um bolero clandestino!
Meu cassino poético esta prestes a fechar,
Multado pela universal complexidade da vida.

És suprema! A dor que inflama o cérebro,
És amante! A sedução do teu bailar...

Sonho de sensibilidades solitárias,
Carinho juvenil; jura tão febril,
E uma orquestra epilética! Tão fervida,
Numa exibição latente e exorbitante!

Sonho de suplicas em dó sustenido,
E assim em convulsão, a alma arde;
Nas chamas radioativas do emocional,
Segue a dança dos encéfalos acessos!

És suprema! A dor que inflama o cérebro,
És amante! A sedução do teu bailar...


Natália Tamara   


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                       (" Quem nunca teve uma paixão proibida na vida sofrida...")

Autoexplicativa

Crepúsculo é o sossego do céu,
Natural e musicalizado,
Em cinzas nublas e nuvens paralelas.
Saudade é uma mistura de sintomas,
É um misto de dor e nostalgia!
Lua Nova é outro formato,
Da mesma lua...
Saudade é estar distante
De algo ou ALGUÉM que se gosta...
Eclipse é o brilhante encontro
De eternos apaixonados, amantes enfim,
É o celebre beijo dos astros Lua e Sol...
Saudade é um adeus não aceito,
É mais um sentimento que dispensa palavras!
Amanhecer é o despontar da aurora,
É a esperança de um dia melhor...
Saudade? Saudade é assim,
Você longe de mim,
Eu distante de Você!

 
 Natália Tamara






   (EU to pensando em TU que só, é chão que chaga a dar um nó) 

Desilusão

Sigo tua lembrança,
Bebo tua imagem, degustando teu sorriso.
Recebo o beijo áspero do vento,
E com ele amarei toda a noite...

O copo esta vazio, o riso esta desfeito,
Tua matéria longe, tão perto;
E se perto, tão longe, então vago,
Como o assovio do vento sem destino!

Sinto o peito derramar gotas de mel,
E o coração nadando no fel de tua indiferença,
Vejo-me a recusar sentimentos tão nobres;
Afundo-me no lamaçal do bosque negro da desilusão.

Natália Tamara

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Simplesmente Só!!

Só, e nada mais que isso,
Há muito tempo que NADA
É minha absoluta resolução.
Tenho os olhos úmidos, e a visão
Repleta de sonhos imaginários! Sonho com você!
Só, irremediavelmente só, apenas isso...
Cortejo a nobreza, mas não quero igualar-me a tal.
Cismo sozinha e pensante,
A simples emoção que abala o cérebro e o coração!
Perdida em denso nevoeiro,
Catando bobagens... tentando não enlouquecer.
Só, naturalmente só, e nada mais,
Abandonada para todo o sempre, silenciosa e pálida!
Consciente do meu erro,
Deleito-me neste sofrer que é sem duvida invencível.
Só, sempre e dadivosamente só,
Entre suspiros e soluços de dor! Quem és tu?
Não ficarei mais tão só,
Vou retirar da adega minha companhia fiel...
O tempo à passar...passar...passar,
E “eu” à prosear com meu amigo vinho!

Natália Tamara


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domingo, 4 de dezembro de 2011

SONETO


Vou então surgi das cinzas, para eclodir naturalmente,
Saturada de vadiar e pernoitar no ilusório.
Oh! Virgem felicidade deita-se em meus braços,
Vem ofegante, sem respaldo amar meu coração...

Sensibilidade, de que me serve tua beleza e brandura?!
Se estou afogada num platônico amor incognoscível.
Ó retrato da Morte, daí-me  claridade eterna,
Não mais negras paixões na alma fervendo! Não!

Submersa em palavras silenciosas de emoção,
Pinto aquarelas versais fragmentadas de desejos,
Ah! Nirvana! Que mal fiz aos deuses todos?...

Vou então surgir da poeira cinzal
Pernoitar na solidão tão incompreensível;
E morrer nos saudosos braços da ilusão!...

         Natália Tamara

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Pássaro Almirante!!

A poesia esta morta,
vivia os hereges...
Viva os grandes, os nobres.
Chega de ideias repousadas,
de ventos retos, tortos, turvos!
Chega de ideologia, esmagada no outro dia.
Eu fui além de mim, soltei o barco, comprei o Navio,
e ele grande, com sua coluna alta, imponente,
Sim o belo Navio afundou...
A poesia esta morta,
assim como minha alma, como minha vida,
como cada célula inativa que possuo...
Baby vamos ao cinema?
Eu já vi esse filme, reprise, reprise...
Não existe mais cinema,
O vento varre minha cara animal,
e eu vou gemendo sem gemer,
Não existe mais "Eu",
E sim o vapor de um ser faminto, sedento,
Por algo que não é meu...
Por alguém que não me pertence...
Voa então pássaro inocente,
Abre tuas asas e alça teu desejado Voo!

         Natália Tamara

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