domingo, 4 de dezembro de 2011

SONETO


Vou então surgi das cinzas, para eclodir naturalmente,
Saturada de vadiar e pernoitar no ilusório.
Oh! Virgem felicidade deita-se em meus braços,
Vem ofegante, sem respaldo amar meu coração...

Sensibilidade, de que me serve tua beleza e brandura?!
Se estou afogada num platônico amor incognoscível.
Ó retrato da Morte, daí-me  claridade eterna,
Não mais negras paixões na alma fervendo! Não!

Submersa em palavras silenciosas de emoção,
Pinto aquarelas versais fragmentadas de desejos,
Ah! Nirvana! Que mal fiz aos deuses todos?...

Vou então surgir da poeira cinzal
Pernoitar na solidão tão incompreensível;
E morrer nos saudosos braços da ilusão!...

         Natália Tamara

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